Gordura no Fígado: Fuja desse Erro Silencioso que Aumenta Câncer, AVC, Infarto e Cirrose.

Gordura no Fígado: Fuja desse Erro Silencioso que Aumenta Câncer, AVC, Infarto e Cirrose.

Cerca de 50 milhões de brasileiros possuem gordura no fígado. Muitos nem sabem disso. Essa condição representa um dos principais fatores de risco para câncer e cirrose. Quem sofre desse mal também corre maior risco de infarto, AVC e arritmias. Você sabe se tem gordura no fígado? Muitas vezes, podemos reduzir e até eliminar esse problema sem remédios.

O que é a gordura no fígado?

A gordura no fígado recebe o nome técnico de esteatose hepática. Ela ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura dentro das células do fígado. Consideramos anormal quando a gordura compõe mais de 5% do órgão. O fígado exerce funções vitais. Ele desintoxica o sangue e produz proteínas importantes. Também regula o metabolismo de gorduras, açúcares e colesterol. O fígado doente geralmente não emite sinais até a situação ficar grave. O problema cresce em silêncio.

Como fazer o diagnóstico

Primeiro, avaliamos o histórico clínico e as doenças prévias. O exame físico inclui a medida da circunferência abdominal. Os exames de sangue são fundamentais. Avaliamos marcadores como TGP, TGO, Gama GT, fosfatase alcalina e bilirubinas. Também verificamos glicose, hemoglobina glicada, insulina, ferritina e perfil lipídico. Investigamos hepatites A, B e C.

Usamos exames de imagem como ultrassom, ressonância magnética e tomografia de abdômen. A elastografia (Fibroscan) é um exame muito específico. A biópsia hepática confirma o grau de inflamação. Com esses dados, classificamos a esteatose como leve, moderada ou grave. Muitas pessoas têm a doença e não sabem. Façam avaliações médicas regulares.

Causas e fatores de risco

Várias causas costumam se somar. A obesidade e o sobrepeso lideram a lista. Cerca de 80% das pessoas obesas têm algum grau de gordura no fígado. A gordura visceral aumenta esse risco. A circunferência abdominal ideal deve ficar abaixo de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres. O diabetes e a resistência à insulina representam a segunda causa.

O consumo excessivo de álcool prejudica muito o fígado. Não existe dose segura de álcool. Uma dieta rica em gorduras saturadas, açúcares e alimentos processados favorece a esteatose. O sedentarismo também contribui. O colesterol alto e os triglicérides elevados pioram o quadro. Alguns medicamentos, como corticoides e tamoxifeno, podem agravar o problema. Fatores genéticos e doenças como apneia do sono também influenciam. A perda muito rápida de peso também sobrecarrega o fígado.

Os perigos reais da doença

A gordura no fígado causa câncer e cirrose. Estima-se que 20% dos pacientes desenvolverão inflamação grave. Desses, 25% podem evoluir para cirrose. Isso destrói o fígado e pode exigir transplante. O risco de infarto e AVC triplica nesses pacientes. O coração também sofre. A doença aumenta as chances de diabetes tipo 2 e problemas na vesícula.

Dicas para reduzir a gordura naturalmente

Pare completamente o consumo de bebidas alcoólicas. Mantenha uma dieta balanceada. Evite ultraprocessados, açúcares refinados e gorduras saturadas. A perda de peso é essencial. Reduzir 10% do peso corporal já melhora muito o fígado. Pratique exercícios físicos regularmente. Combine exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular. Revise seus medicamentos com seu médico.

Não confie em chás ou fórmulas milagrosas. “Natural” não significa “seguro”. Muitas substâncias podem causar insuficiência hepática grave. Cuidado com promessas falsas na internet.

Como tratar com medicamentos

Muitas vezes precisamos usar medicação. O ponto principal continua sendo a redução de peso. Canetas emagrecedoras modernas ajudam a reduzir a gordura no fígado. Tratamos também o diabetes e o colesterol. Usamos estatinas, metformina e outras opções conforme a necessidade. A vitamina E ajuda em casos específicos. O medicamento resmetirom auxilia casos graves selecionados. A cirurgia bariátrica também reduz a gordura visceral e hepática ao promover perda de peso.

A gordura no fígado é uma doença silenciosa e grave, mas reversível na maioria dos casos. O maior perigo é ter a doença e não saber. Cuide-se e proteja sua saúde.