Você sabia que consome microplásticos todos os dias através da comida, da bebida e até da respiração? Recentemente, a ciência descobriu essas partículas dentro das artérias carótidas humanas. Essas partículas são minúsculas, menores que 200 nanômetros. Para ilustrar, se a nossa artéria carótida fosse do tamanho de um campo de futebol, um nanoplástico seria como um grão de areia de 3 milímetros. Entretanto, essa presença representa um grande potencial de risco cardiovascular.
O que são os microplásticos e nanoplásticos
Microplásticos são partículas menores que 5 milímetros, como o polietileno e o PVC. Por outro lado, os nanoplásticos são ainda menores, com menos de 1 micrômetro, sendo totalmente microscópicos. Eles surgem da degradação de garrafas, embalagens, roupas sintéticas e até pneus. Essas substâncias permanecem no ambiente por décadas ou séculos. A Organização Mundial da Saúde os considera contaminantes ambientais, pois aparecem na água potável, nos alimentos e no ar.
Como o plástico entra no nosso corpo
Os plásticos estão em todos os lugares, desde a capinha do celular até os produtos de limpeza. O intestino funciona como a principal porta de entrada para essas partículas no organismo. As partículas menores conseguem atravessar a parede intestinal e alcançam a corrente sanguínea. Assim, elas se acumulam em órgãos como fígado, rins, pulmões, placenta e até no sêmen e leite materno. Quanto menor a partícula, maior é a sua capacidade de infiltração nos órgãos humanos.
Os riscos para o coração e as artérias
Um estudo de 2024 analisou placas de gordura retiradas de carótidas de mais de 300 pacientes. Os pesquisadores descobriram que 58% dessas placas continham microplásticos, principalmente polietileno e PVC. Esses pacientes apresentaram um risco quatro vezes maior de sofrer infarto, AVC ou morte por causas cardiovasculares. O acúmulo dessas substâncias gera inflamação local e estresse oxidativo nas artérias. Além disso, elas podem atuar como disruptores endócrinos, interferindo na ação dos hormônios.
Relação de causa e efeito na ciência
É importante destacar que a ciência ainda não prova que o plástico causa diretamente o infarto. O estudo mostra apenas uma forte relação entre a presença do plástico e o risco aumentado. Pessoas expostas à poluição ou com dietas menos naturais podem ter mais plásticos acumulados. Portanto, esses dados servem como um alerta inédito. Eles provam que os plásticos não ficam retidos apenas no sistema digestivo, mas viajam para dentro das artérias.
Dicas práticas para reduzir a exposição
Não existe motivo para pânico, pois não podemos eliminar totalmente o plástico no mundo atual. Contudo, você pode adotar medidas para reduzir sua exposição diária. Primeiro, evite aquecer alimentos em recipientes plásticos. Segundo, prefira armazenar sua comida em potes de vidro, metal ou cerâmica. Terceiro, não deixe garrafas plásticas expostas ao calor do sol, pois isso acelera sua degradação. Além disso, escolha roupas de algodão ou linho em vez de tecidos sintéticos.
Inovação e políticas públicas
A redução do uso de plásticos de uso único depende também de leis mais firmes e inovação industrial. Os hospitais e laboratórios precisam se modernizar com materiais reutilizáveis e descartes mais seguros. Embora a reciclagem ajude a reduzir o acúmulo ambiental, ela sozinha não elimina a geração dessas partículas. A ciência continua estudando o tamanho real desse problema. Portanto, debater e buscar alternativas para diminuir a produção de plástico é fundamental para a saúde futura.
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