HIDROCLOROTIAZIDA: Tudo o que NINGUÉM EXPLICA (Riscos, Uso Correto, Quem Não Pode Usar, Mitos)

HIDROCLOROTIAZIDA: Tudo o que NINGUÉM EXPLICA (Riscos, Uso Correto, Quem Não Pode Usar, Mitos)

A hidroclorotiazida é um dos medicamentos mais antigos e estudados na cardiologia. Embora seja amplamente utilizada para tratar a pressão alta, muitas dúvidas ainda cercam o seu uso. Neste artigo, explico detalhadamente como este fármaco funciona, quais são as suas indicações, os efeitos secundários e os mitos mais comuns.

O que é e como funciona a hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida pertence à classe dos diuréticos tiazídicos. Inicialmente, ela atua nos rins para eliminar o excesso de sal e água do corpo. Juntamente com o sódio, o medicamento ajuda a eliminar pequenas quantidades de potássio, cálcio e magnésio. No entanto, o seu efeito principal com o uso contínuo não é apenas fazer a pessoa urinar.

Com o passar do tempo, o corpo ajusta-se e o benefício principal passa a ser a dilatação das artérias. Os vasos sanguíneos relaxam, o que permite manter a pressão controlada de forma sustentada. Ao reduzir o excesso de sódio que puxa água para as artérias e dilatar os vasos, a pressão exercida pelo sangue nas paredes arteriais diminui.

Por que este medicamento é tão utilizado

Apesar de não ser uma droga nova, a hidroclorotiazida destaca-se por ser barata e extremamente eficaz. Ela possui comprovação científica na redução dos riscos de enfarte, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Por estes motivos, é frequentemente a primeira escolha no tratamento da hipertensão arterial.

É uma das medicações mais prescritas em sistemas públicos de saúde devido ao seu perfil de segurança consolidado. Contudo, é fundamental ressaltar que ninguém deve iniciar o uso sem orientação médica. A automedicação pode ser perigosa, e cada paciente necessita de uma avaliação individualizada para definir a dose correta.

Indicações e quem deve evitar o uso

A indicação clássica é para pessoas com pressão alta e pacientes que apresentam inchaços causados por insuficiência cardíaca ou problemas no fígado e rins. Além disso, ela pode beneficiar indivíduos com certos tipos de cálculos renais. No entanto, o uso é contraindicado para pessoas com alergia a sulfas, pois pertencem à mesma família química.

Pacientes com gota ativa devem evitar o fármaco, visto que ele pode elevar o ácido úrico no sangue. Da mesma forma, pessoas com disfunção grave nos rins não respondem bem ao efeito diurético. Gestantes, mulheres em período de amamentação e indivíduos gravemente desidratados ou com alterações severas de sais minerais também não devem utilizar a hidroclorotiazida.

Efeitos secundários comuns

Embora seja um medicamento seguro, alguns efeitos secundários podem ocorrer. O aumento da frequência urinária é comum nas primeiras duas semanas, mas tende a normalizar depois. Tonturas ou fraqueza podem surgir caso a pressão baixe excessivamente. A perda de minerais como potássio e magnésio pode, por vezes, causar cãibras ou arritmias.

Um efeito pouco conhecido é a fotossensibilidade. Algumas pessoas tornam-se mais sensíveis ao sol, o que pode provocar manchas na pele. Por isso, o uso de protetor solar é indispensável para quem utiliza esta medicação. Reações alérgicas, como comichão e manchas, também exigem a interrupção do tratamento e consulta médica imediata.

Como utilizar a medicação corretamente

Recomenda-se tomar a hidroclorotiazida preferencialmente de manhã. Isso evita que o aumento da urina durante a madrugada interrompa o sono do paciente. As doses habituais variam entre 12,5 mg e 50 mg. Caso se esqueça de tomar, pode fazê-lo algumas horas mais tarde, mas se passar muito tempo, o ideal é consultar o médico ou aguardar pelo dia seguinte.

É essencial realizar exames de sangue periódicos para monitorizar os níveis de sódio, potássio, creatinina e glicose. O acompanhamento da pressão arterial em casa também ajuda a verificar se o ajuste da dose é necessário. Muitas vezes, a hidroclorotiazida é combinada com outros remédios, como a losartana ou anlodipina, para potenciar o controlo da pressão ao longo das 24 horas.

Erros comuns cometidos pelos pacientes

O maior erro é interromper o tratamento por conta própria quando a pressão parece estabilizada. A hipertensão é uma doença crónica; se a pressão está boa, é sinal de que o remédio está a cumprir a sua função. Outro erro frequente é tomar o medicamento à noite, o que prejudica a qualidade do descanso devido às idas frequentes à casa de banho.

Muitos doentes também falham ao não realizar os exames periódicos ou ao negligenciar a proteção solar. Além disso, deixar de medir a pressão regularmente impede que o médico perceba se o tratamento ainda é eficaz. O acompanhamento contínuo garante que quaisquer alterações nos sais minerais sejam detetadas precocemente.

Mitos sobre a hidroclorotiazida

Um mito comum é que a hidroclorotiazida faz o rim parar de funcionar. Na verdade, ao controlar a pressão, ela protege os rins, já que a hipertensão é uma das principais causas de insuficiência renal. Outro mito é acreditar que o remédio serve apenas para urinar. Como explicado, o seu efeito a longo prazo foca-se na dilatação arterial.

Também se ouve dizer que não se pode tomar o medicamento no calor. Isso é falso. No calor, os vasos já dilatam e a transpiração aumenta a desidratação, o que pode baixar a pressão. O problema não é o remédio em si, mas o conjunto de fatores climáticos. Quanto à gota, embora se evite o uso, em casos muito bem controlados, o médico pode decidir manter a medicação sob vigilância.

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